As câmeras de segurança registraram o momento de tensão. As amigas caminhavam tranquilamente quando Rodrigo Oliveira parte para cima de Ana Paula. Em um reflexo rápido, ela consegue correr e escapar do ataque. Sem o primeiro alvo, o agressor imediatamente se vira contra Larissa Ramos, desferindo uma sequência assustadora de chutes que a derruba violentamente no chão. A agressão só terminou porque outros passageiros que aguardavam na plataforma intervieram para segurar o homem.
O choque não parou na violência física. Apesar de ter sido contido pela segurança do metrô e detido pelas autoridades policiais, Rodrigo foi solto logo em seguida. A falta de medidas preventivas rigorosas gerou profunda indignação nas vítimas e reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade de quem utiliza a rede de transportes paulistana diariamente.
O saldo do ataque para Larissa foi severo: fraturas no rosto e um traumatismo craniano leve. A vítima não escondeu a frustração com a condução do caso pelas autoridades judiciais, criticando o fato de a ocorrência ter sido registrada como lesão corporal simples em vez de tentativa de feminicídio.
O passado de Rodrigo Oliveira comprova um padrão de comportamento. Em 2020 e 2021, ele já acumulava boletins de ocorrência por agressões semelhantes contra funcionários do sistema de transportes. Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública informou apenas que orientou a vítima sobre os trâmites legais para realizar uma representação criminal.
