Turismo brasileiro registra recorde de empregos formais em setembro de 2026

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O turismo no Brasil chegou a 2.435.935 trabalhadores com carteira assinada em setembro de 2026, o maior número registrado para o mês desde 2023. O aumento de 214.475 vínculos, equivalente a 9,7%, supera os 2.221.460 empregos formais contabilizados no mesmo período do ano anterior e consolida o quarto setembro consecutivo de expansão.

Comparado a setembro de 2025, o setor cresceu 2,4%, com 57.507 trabalhadores a mais, reforçando a tendência de alta contínua. O levantamento foi elaborado pelo Ministério do Turismo a partir das informações oficiais da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), ambos vinculados ao Ministério do Trabalho e Emprego.

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O ritmo de aquecimento também se refletiu no saldo de geração de vagas: apenas em setembro, foram registradas 137.687 admissões e 127.326 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 10.361 postos de trabalho. No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o turismo já contabiliza 1.250.597 contratações, avanço de 1,1% em relação ao mesmo período de 2025.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os indicadores comprovam que o fortalecimento da atividade turística se converte rapidamente em geração de renda em todas as regiões do país. “Quando o turismo cresce, o resultado aparece na vida das pessoas. Estamos falando de mais de 2,4 milhões de empregos em uma atividade que movimenta hotéis, restaurantes, transportes, agências de viagens e milhares de pequenos negócios. São 214 mil vínculos novos em três anos, o que representa comida na mesa, renda para as famílias e novas oportunidades para quem vive de receber bem o visitante”, destacou o ministro.

A expansão do emprego formal alcançou as 27 unidades da Federação entre setembro de 2023 e setembro de 2026, sendo mais intensa nas regiões Norte (16,7%) e Nordeste (15,2%), ambas acima da média nacional de 9,7% no período. No Norte, o Acre passou de 4.367 para 5.728 empregos (+31,2%); Amapá, de 3.247 para 4.523 (+39,3%); Amazonas, de 23.623 para 27.680 (+17,2%); Pará, de 38.672 para 45.144 (+16,7%); Rondônia, de 12.095 para 12.950 (+7,1%); Roraima, de 5.132 para 6.056 (+18%); Tocantins, de 10.599 para 12.002 (+13,2%).

No Nordeste, Alagoas registrou 31.614 empregos em 2023, subindo para 38.698 (+22,4%); Bahia, de 115.185 para 128.991 (+12%); Ceará, de 63.699 para 68.004 (+6,8%); Maranhão, de 23.944 para 28.795 (+20,3%); Paraíba, de 23.511 para 28.208 (+20%); Pernambuco, de 75.304 para 89.837 (+19,3%); Piauí, de 19.425 para 22.622 (+16,5%); Rio Grande do Norte, de 31.388 para 36.051 (+14,9%); Sergipe, de 18.437 para 22.646 (+22,8%).

Na região Centro-Oeste, o Distrito Federal avançou de 59.801 para 61.313 empregos (+2,5%); Goiás, de 74.927 para 79.719 (+6,4%); Mato Grosso, de 35.412 para 37.221 (+5,1%); Mato Grosso do Sul, de 29.179 para 31.213 (+7%).

O Sudeste apresentou crescimento de 8,6%: Espírito Santo passou de 38.937 para 42.822 empregos (+10%); Minas Gerais, de 226.151 para 243.870 (+7,8%); Rio de Janeiro, de 254.991 para 281.651 (+10,5%); São Paulo, de 648.807 para 700.628 (+8%).

Por fim, o Sul registrou alta de 7,5%: Paraná aumentou de 136.966 para 154.567 empregos (+12,9%); Rio Grande do Sul, de 116.622 para 121.297 (+4%); Santa Catarina, de 99.383 para 103.452 (+4,1%).

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