Esquiador Lucas Pinheiro recebe premiação do COB por ouro inédito nos Jogos de Inverno

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Créditos: Imagem/Divulgação

O esquiador Lucas Pinheiro Braathen, que há uma semana conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil em uma edição de Jogos Olímpicos de Inverno, foi oficialmente premiado nesta sexta-feira pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). O feito histórico no slalom gigante, realizado em Milão-Cortina 2026, rendeu ao atleta um cheque simbólico de R$ 350 mil. A conquista eleva o nome de Pinheiro na história do esporte nacional e o valor da premiação alinha-se aos incentivos de grandes potências esportivas.

A quantia de R$ 350 mil é equivalente à premiação concedida aos campeões olímpicos dos Jogos de Verão em Paris 2024, demonstrando a padronização do reconhecimento pelo COB entre as modalidades. Em um cenário global, a recompensa para Lucas Pinheiro, que se traduz em aproximadamente 67 mil dólares, destaca-se por superar o bônus oferecido por nações de tradição olímpica, como os Estados Unidos, que pagam 37,5 mil dólares (cerca de R$ 187,5 mil) por uma medalha de ouro. Assim, o valor recebido pelo brasileiro é quase o dobro do concedido a atletas americanos.

A política de premiação do Brasil o posiciona em um grupo seleto de países que recompensam generosamente seus campeões olímpicos. Embora não atinja os patamares mais altos, como Singapura e Hong Kong, que podem oferecer até R$ 4 milhões por um ouro, o incentivo nacional se mostra robusto. Outros exemplos de altas premiações incluem a Polônia, com cerca de R$ 1,7 milhão, o Cazaquistão, que oferece aproximadamente R$ 1,2 milhão, e a Itália, anfitriã dos atuais jogos, que paga 180 mil euros (cerca de R$ 965 mil), uma das maiores cifras na Europa. Em contraste, países como Canadá e Holanda oferecem valores mais modestos, com 20 mil dólares canadenses (aproximadamente R$ 73 mil) e 30 mil euros (cerca de R$ 160 mil), respectivamente.

Contudo, algumas das principais potências no quadro de medalhas adotam uma postura mais austera em relação a bônus diretos. Nações como Noruega, Reino Unido e Suécia não concedem premiações em dinheiro por medalhas conquistadas, enquanto a China mantém seus valores não divulgados oficialmente. No Brasil, a escala de premiação individual do COB para 2026 está bem definida: além dos R$ 350 mil pelo ouro, a prata rende R$ 210 mil e o bronze R$ 140 mil. Vale ressaltar que o valor do metal bruto de uma medalha dourada em Milão-Cortina está avaliado em aproximadamente US$ 2.380, o equivalente a cerca de R$ 12 mil, devido à valorização do ouro e da prata no mercado internacional.

A conquista de Lucas Pinheiro é um marco para o esporte brasileiro, que ocupa a 19ª posição no quadro de medalhas dos Jogos de Milão-Cortina com seu ouro, em um universo de 18 países que já alcançaram o topo do pódio. O próprio atleta expressou que o ouro será “transformador para inspirar o esporte no Brasil”, descrevendo a medalha como “um microfone” para a modalidade. Este feito contrasta com os Jogos de Paris 2024, onde 63 países conquistaram ao menos uma medalha de ouro e o Brasil finalizou na 20ª posição com três ouros, conquistados por Bia Souza, Rebeca Andrade e a dupla Duda e Ana Patrícia.

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