Lula lidera com 51,72% das urnas apuradas enquanto votação é prorrogada até 19h

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a aparecer na liderança da disputa presidencial com 51,72% dos votos válidos, contra 48,28% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo a apuração de 2,14% das urnas divulgada neste domingo (25). O presidente, que ficou atrás do senador na primeira volta – 45,16% contra 47,03% – mantém a vantagem no segundo turno, apesar das adversidades que marcaram a jornada eleitoral.

O dia 25 foi descrito como um dos mais conturbados da história das eleições brasileiras. Temporais intensos, alagamentos, interrupções no fornecimento de energia e falhas no transporte público impediram a chegada de eleitores a diversas regiões. Denúncias de redução deliberada da frota de ônibus levaram a decisões emergenciais da Justiça Eleitoral, que acabou prorrogando o horário de votação.

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A votação, inicialmente prevista para encerrar às 17h, foi estendida nacionalmente até as 19h por determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal. Em pronunciamento, Zanin considerou “graves os relatos apresentados pela campanha de Lula” e, diante da urgência evidente, ordenou que o recebimento dos votos continuasse até o novo horário.

Em Salvador, reduto importante para Lula, uma inspeção constatou que menos da metade da frota prevista estava circulando, encontrando ainda centenas de ônibus estacionados nas garagens. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a retomada imediata de 100% da frota, com gratuidade, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora, e ordenou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A prefeitura alegou que os veículos haviam sido retidos para a retirada de adesivos com o número de Lula colocados por sindicalistas na véspera.

A campanha petista denunciou o episódio como tentativa de dificultar o acesso dos eleitores às urnas e pediu a ampliação do horário de votação em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Problemas semelhantes foram registrados ou denunciados em São Paulo e em outras cidades, onde o PT afirmou que apenas 60% da frota de ônibus estava em circulação e recorreu à Justiça.

Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reconheceu durante a tarde que havia dificuldades no transporte de eleitores. Inicialmente, afirmou que os pedidos de extensão seriam analisados “no tempo certo”. Às 16h07, determinou que o TRE da Bahia e a Procuradoria‑Geral Eleitoral se manifestassem em até 30 minutos antes de decidir sobre a prorrogação nas cidades baianas.

A decisão de prorrogação chegou paralelamente ao STF, que, após avaliação dos relatos, manteve a determinação de Zanin. A extensão provocou situação inédita: várias seções já haviam encerrado os trabalhos e emitido boletins de urna, enquanto outras permaneceram abertas. O TSE chegou a suspender temporariamente a totalização e a divulgação dos resultados, que haviam começado com apenas 0,25% das seções contabilizadas.

Além dos entraves no transporte, o mau tempo atingiu diferentes regiões do país. Em Minas Gerais, 163 locais de votação ficaram sem energia elétrica após fortes chuvas, sendo 65 na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Rajadas de vento chegaram a aproximadamente 150 km/h no sul do estado, agravando ainda mais as dificuldades enfrentadas pelos eleitores.

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