Alexandre Pires é investigado em nova fase da Operação Disco de Ouro

Por
3 min de leitura
Créditos/Reprodução Internet

O cantor Alexandre Pires figura entre os investigados na segunda etapa da Operação Disco de Ouro, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (23). A ação mira uma organização suspeita de movimentar recursos ilegalmente e de praticar crimes como falsidade ideológica, com alcance internacional.

Segundo a PF, o grupo também é suspeito de financiar e fornecer estrutura logística para atividades de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Nesta fase, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e 17 determinações de sequestro de bens e valores pela Justiça Federal.

A investigação identificou uma estrutura que teria movimentado ou ocultado mais de US$ 48 milhões por meio de empresas nacionais e estrangeiras, transferências internacionais, contas de terceiros e sistemas informais de compensação financeira. Pessoas físicas e jurídicas teriam sido usadas para distribuir os recursos, dificultando a rastreabilidade.

Esta nova fase dá continuidade às diligências iniciadas em dezembro de 2023, quando a primeira etapa da operação foi deflagrada. Naquela ocasião, Alexandre Pires foi alvo de busca e apreensão enquanto estava em um cruzeiro musical no litoral de Santos, São Paulo.

Nesta fase, a PF também analisa irregularidades na comercialização e exportação de minério, além do uso de documentos falsos para legalizar transações. Os investigados podem responder por lavagem de capitais, organização criminosa, falsidade ideológica e operação irregular de instituição financeira, entre outros crimes. As medidas judiciais visam coletar novos elementos, interromper atividades criminosas e recuperar patrimônio ligado aos delitos.

Em nota divulgada à imprensa, a defesa de Alexandre Pires se manifestou sobre o caso, afirmando que a relação com o empresário Matheus Possebon se resumia à intermediação de shows:

“A defesa do cantor Alexandre Pires vem a público esclarecer que a relação profissional mantida com o empresário Matheus Possebon esteve restrita à intermediação da venda de shows do artista à época. Não houve qualquer outra relação jurídica ou comercial entre Alexandre Pires e Matheus Possebon além daquela diretamente ligada à atividade artística do cantor. Eventuais fatos investigados pela Polícia Federal que estejam fora desse contexto dizem respeito exclusivamente a atos atribuídos ao citado empresário, praticados fora de sua atuação como intermediador na venda de shows de Alexandre Pires. O cantor segue com tranquilidade sua vida pessoal e profissional, confiante no esclarecimento dos fatos e certo de que a verdade será devidamente demonstrada.”

Compartilhar este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Sair da versão mobile