O celular de Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrado junto ao corpo da estudante em uma área comum do condomínio onde morava, no bairro Aldeota, em Fortaleza. Segundo a advogada Patrícia Viana, representante da família, a jovem enviou áudios a um primo antes de morrer com referências ao namorado, João Munhoz Neto, de 34 anos.
Nas mensagens, Isabelle fez declarações sobre o relacionamento e pediu que os registros fossem preservados. Para a defesa, o conteúdo pode ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte da estudante de Direito. Informações do Diário do Nordeste indicam que os novos áudios foram encaminhados cerca de uma hora antes de ela ser encontrada morta.
Em um áudio enviado por volta das 19h40 de 13 de setembro, Isabelle pediu que o conteúdo não fosse apagado e solicitou uma resposta. “Ele tem duas histórias. Acredita em mim”, afirmou. A estudante também disse nos áudios: “Ela sempre pede que a justiça seja feita”.
O impacto da queda foi registrado por volta das 20h40, conforme o jornal. Pelo WhatsApp, Isabelle declarou que, “qualquer coisa que venha a acontecer com ela, este áudio é uma prova”, acrescentando em seguida: “João Munhoz é um doente, não acredite nele”.
Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro no condomínio de luxo na Aldeota, onde morava com João Munhoz Neto e a mãe dele. O namorado foi preso na terça-feira (22/9). A Polícia Civil do Ceará informou que a investigação apura o caso sob a perspectiva de gênero.

