O aguardado filme “Michael”, cinebiografia autorizada do Rei do Pop Michael Jackson, dirigida por Antoine Fuqua, tem estreia prevista para 24 de abril de 2026 nos cinemas. A produção, no entanto, já enfrenta uma recepção morna por parte da crítica especializada, que divulgou as primeiras avaliações do longa.
Na plataforma Rotten Tomatoes, o filme acumula atualmente apenas 32% de aprovação entre os críticos, com base em 82 avaliações, o que o classifica como “Rotten” (podre) pelo sistema da plataforma. O consenso geral aponta para um paradoxo principal na obra: enquanto a atuação de Jaafar Jackson, sobrinho do astro, é amplamente elogiada, o roteiro é considerado superficial e problemático.
A crítica recorrente sugere que o roteiro da cinebiografia falha em fazer jus à complexidade do artista, sendo superficial em sua abordagem. A escolha de evitar deliberadamente os escândalos e acusações que marcaram a vida de Michael Jackson, uma decisão tomada com a bênção do espólio, divide os especialistas entre aqueles que a consideram compreensível e os que a veem como uma omissão desonesta. Katie Walsh, do Tribune Content Agency, sintetizou: “A música é ótima. Jaafar Jackson é uma estrela. Mas o filme em si é desconfortavelmente problemático de uma maneira difícil de ignorar”.
Apesar das ressalvas sobre o roteiro, o trabalho de Jaafar Jackson no papel principal tem sido consistentemente elogiado por sua entrega física e carisma. Kathia Woods, do Philadelphia Tribune, concedeu nota 7 de 10 e ressaltou que “quaisquer reservas que alguém possa levar ao cinema provavelmente se dissolvem no momento em que Jaafar Jackson aparece na tela”. Samuel Leggett Jr. foi ainda mais enfático, dando nota 8 de 10 e descrevendo a atuação do jovem ator como digna do Oscar. Além disso, a trilha sonora, com clássicos como “Thriller”, “Billie Jean” e “Beat It”, é apontada como um dos maiores atrativos do longa. Contudo, Cary Darling, do Houston Chronicle, deu nota 3 de 5 e comparou: “Michael vai tão facilmente quanto o refrigerante que Jackson patrocinava. É suave. É espumante. É gostoso. Mas é uma mistura de calorias vazias, ainda que venha com atuações marcantes e uma trilha sonora absolutamente arrasadora”.
O filme acompanha a trajetória de Michael Jackson desde seus primeiros anos com o Jackson Five até os picos de sua carreira solo, com recriações de performances icônicas. Com um índice de aprovação baixo entre os críticos, mas com grande potencial de apelo junto ao público em geral, “Michael” se configura como um divisor de águas. Ele promete ser adorado pelos fãs incondicionais do pop e, ao mesmo tempo, contestado por aqueles que esperavam uma abordagem mais corajosa e completa sobre a vida e legado do Rei do Pop, como Philip De Semlyen, da Time Out, que disse: “Nenhuma coleção de discos respeitável poderia ficar sem ‘Off the Wall’ e ‘Thriller’. Mas nenhuma estante de Blu-ray vai precisar de uma cópia de Michael.”

