
A plataforma de vídeos YouTube anunciou o banimento definitivo do canal do influenciador Bruno Aiub, mais conhecido como Monark. A decisão, comunicada oficialmente ao criador de conteúdo em 1º de maio, fundamenta-se nas políticas de uso da empresa, que proíbem a manutenção de presença na plataforma por usuários com histórico de violações reiteradas. Este encerramento ocorre dias após o influenciador anunciar seu novo projeto, o podcast Bruno Aiub Show, em 27 de abril.
A empresa esclareceu que a medida decorre de uma regra específica que impede usuários reincidentes de manterem canais no site. De acordo com as diretrizes do YouTube, um criador que já teve canais encerrados anteriormente por violações dos termos de serviço fica impedido de retornar à plataforma sob qualquer circunstância. Essa política visa garantir um ambiente seguro e em conformidade com as normas estabelecidas pela plataforma para todos os seus usuários.
As políticas do YouTube são abrangentes e detalham que, uma vez que um canal é encerrado, o usuário não pode criar ou adquirir novas contas na plataforma. Além disso, a regra se estende para proibir que o indivíduo utilize canais de terceiros para burlar a decisão de banimento, aplicando-se também a qualquer canal onde a pessoa ‘se destaca ou aparece com frequência’. Esta restrição reforça o caráter definitivo da medida adotada contra o influenciador.
A nova ofensiva do YouTube contra o conteúdo de Monark foi deflagrada logo após ele anunciar, em 27 de abril, o lançamento de seu novo empreendimento, o podcast Bruno Aiub Show. A notificação de remoção permanente chegou em 1º de maio, e o e-mail enviado pela plataforma justificou a medida apontando a descoberta de ‘violações severas ou repetidas às Diretrizes da Comunidade’ após uma revisão minuciosa de seu conteúdo recente. Isso indica que a plataforma revisou o histórico e o material mais novo do criador antes de tomar a decisão final.
Diante do banimento, o caso está sob a condução do advogado Hugo Freitas, que atua como diretor jurídico e vice-presidente da Free Speech Union Brasil (FSU-BR). A defesa de Monark argumenta que, apesar de o YouTube ser uma empresa privada, suas ações devem respeitar os limites legais. Freitas estuda a contestação da decisão com base em princípios como a boa-fé contratual, o direito do consumidor – considerando que jurisprudências brasileiras frequentemente aplicam normas de defesa do consumidor em disputas com redes sociais – e precedentes constitucionais que regem as relações privadas no Brasil, buscando reverter ou questionar a severidade da sanção imposta pela plataforma.

