
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens registrados em nome do advogado Willer Tomaz, suspeito de desvios no INSS e de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas digitais. A decisão partiu do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que incluiu na ordem a conta de empresa controlada por Tomaz e responsável por uma casa de apostas investigada.
Segundo a medida, até 2025 Flávio Bolsonaro mantinha acesso à referida conta como associado “máster”, condição que lhe permitia movimentar valores e efetuar transações. A revista Piauí informou que, em meados de 2025, o senador deixou de constar como autorizado na conta, permanecendo então apenas ele e Willer Tomaz como titulares capazes de operar os recursos da empresa de apostas.
Moraes também exigiu que bancos e demais instituições financeiras informem quem possuía autorização para operar nas contas atingidas, incluindo co‑titulares, a fim de ampliar o mapeamento das operações suspeitas. A investigação, iniciada no Rio Grande do Sul, apura lavagem de dinheiro por meio de sites de apostas e chegou ao STF porque menciona Flávio Bolsonaro, que goza de foro por prerrogativa de função.
Por sorteio, Alexandre de Moraes assumiu a relatoria do processo no Supremo. Willer Tomaz deixou o Brasil em 21 de agosto e não há registro de seu retorno, circunstância que, para o STF, eleva o risco de destruição de provas e dados relevantes à apuração. As informações requisitadas às instituições financeiras deverão identificar os responsáveis autorizados a movimentar os valores, contribuindo para o esclarecimento dos fluxos financeiros ligados à casa de apostas sob investigação.

