
A cantora Tati Quebra Barraco utilizou suas redes sociais neste sábado para expor uma situação de desentendimento sobre direitos autorais de suas músicas, envolvendo os produtores Dennis DJ e DJ Marlboro. Em uma série de vídeos, a funkeira carioca afirmou não estar recebendo os devidos valores por canções que, segundo seu relato, seriam de sua autoria. O desabafo gerou repercussão imediata, trazendo à tona um debate sobre as complexidades dos registros musicais no funk.
Durante o pronunciamento, Tati Quebra Barraco citou diversas faixas icônicas do funk carioca, argumentando que, embora seja a criadora de trechos e letras dessas obras, os rendimentos estariam sendo direcionados a outras pessoas. A artista expressou um sentimento de injustiça, revelando que a ingenuidade da juventude, quando iniciou sua carreira aos 17 anos, a deixou vulnerável a problemas que persistem até os dias atuais. Ela mencionou estar exausta de ver especulações enquanto sua história é desconhecida.
A artista detalhou a questão envolvendo Dennis DJ, afirmando que a música “Barraco II” é de sua autoria e, contudo, não recebe qualquer valor por ela, com os rendimentos sendo destinados a outros DJs, incluindo Dennis DJ. Ela declarou que, apesar de o tempo ter passado, pretende buscar seus direitos. Em resposta, Dennis DJ se manifestou, demonstrando solidariedade e afirmando estar disposto a colaborar para esclarecer a situação. Ele contextualizou que na época, tanto ele quanto Tati Quebra Barraco eram jovens e não compreendiam os mecanismos de direito autoral, período em que atuava na produtora Furacão 2000, onde muitos registros musicais foram feitos de forma desorganizada e frequentemente em nome de produtores e DJs.
Ainda em seu desabafo, Tati Quebra Barraco abordou a longa disputa com DJ Marlboro, que se estende por anos. Ela relatou ter sido notificada pelo produtor após ele editar uma canção antiga de sua autoria, uma música com 22 anos. A cantora descreveu a situação como “massacre atrás de massacre”, expressando estar “sufocada” pela injustiça. Um dos pontos mais críticos levantados por Tati Quebra Barraco é a impossibilidade de utilizar “Boladona”, um de seus maiores sucessos e considerado o carro-chefe de sua carreira, em campanhas publicitárias por falta de liberação de DJ Marlboro. Essa restrição, segundo ela, tem gerado perdas financeiras significativas em oportunidades de publicidade e até mesmo em remixes com artistas nacionais e internacionais.
Concluindo o seu pronunciamento, Dennis DJ esclareceu que já havia assinado um documento para DJ Marlboro anos antes, indicando que a música em questão não era de sua autoria, e pensava que o problema estava resolvido. Ele garantiu que, caso tenha recebido qualquer valor relacionado à música, fará a devolução e enfatizou que seus recebimentos, se existiram, estariam vinculados apenas à execução pública via ECAD, não por vendas de CD, DVD ou plataformas digitais. A cantora, por sua vez, finalizou seu desabafo solicitando o apoio de advogados e juízes para formalizar a reversão de sua situação e garantir o reconhecimento de seus direitos.

