Crystal Harris, 40, viúva de Hugh Hefner (fundador da Playboy, falecido em 2017 aos 91), casada com ele de 2012 até sua morte, manifestou oposição à cinebiografia em pré‑produção.
O filme, que deve retratar a Mansão Playboy e levará o título “Playmates” (Coelhinhas), tem Bill Pullman como Hefner, Jessica Biel como Crystal e Lily‑Rose Depp como modelo que almeja ser Playmate do Mês.
Em mensagem dirigida a Biel, Harris pediu que a atriz reconsidere o papel caso a produção pretenda romantizar Hefner ou o universo da Playboy. Ela relatou ter sofrido abusos sexuais, emocionais, financeiros e físicos durante o casamento e citou denúncias de outras mulheres envolvendo estupro, coerção, uso de drogas e exploração.
Em entrevista ao Daily Mail, Harris descreveu Hefner como “pornógrafo narcisista e misógino” que a abusou. Ela conclamou os responsáveis pelo filme a ouvir as mulheres que viveram essas situações antes de transformar a história em nostalgia.
A ex‑modelo da Playboy e jornalista Lisa Guerrero apoiou a posição de Harris nas redes, afirmando que qualquer tentativa de suavizar ou humanizar a imagem de Hefner é inaceitável. Guerrero referiu‑se à série documental “Secrets of Playboy”, produzida pelo canal A&E, que registrou depoimentos de dezenas de mulheres sobre abusos cometidos por Hefner e seu círculo.
Harris reiterou que Hefner não era artista nem figura a ser celebrada, chamando‑o de “pornógrafo narcisista e misógino” que a tratava como “objeto”. Ela descreveu o casamento como “uma casca vazia de ser humano”.
A viúva espera que a produção, dirigida por Lorraine Nicholson, apresente um retrato honesto do controle exercido por Hefner e que, ao colocar mulheres em papéis centrais, transmita uma mensagem de empoderamento e independência, em vez de glamourizar a figura do magnata.

